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Aproximadamente 80 famílias cultivam as tradições religiosas do budismo no sul de Santa Catarina
O budismo é uma religião e filosofia de vida que chegou ao Brasil com os primeiros imigrantes japoneses, há mais de 100 anos. No mundo, a religião existe há mais de 2,5 mil anos e propaga os ensinamentos de Buda, um príncipe que viveu no Nepal e largou todas as suas riquezas para descobrir como atingir a tão sonhada paz interior.
Membro da comunidade budista aqui no sul catarinense, Eron Pizolatti afirma que a prática da religião independe de um intermediário. “Não é preciso um pastor ou padre. Na própria casa, em seu local de oração, a pessoa pode exercitar os ensinamentos. Claro que os estudos em grupo são muito bacanas, pois motivam as pessoas a saberem mais do tema”, sugere.
Inserido no universo budista há mais de 30 anos, Eron revela que existem diferentes vertentes e diversos Budas. “Buda é um estado de espírito que qualquer pessoa tem capacidade de alcançar. O primeiro Buda foi indiano, mas existiram outros, na China e no Japão. Há diferentes ensinamentos. Nós estudamos e nos dedicamos a um budismo acessível, aquele que permite que a pessoa tenha uma vida social e profissional e, mesmo assim, viva a sua espiritualidade plenamente”, afirmou.
A imagem de Buda meditando, famosa em todo mundo, já gerou discussões dentro da própria religião. “Algumas pessoas até dizem que aquela imagem traz sorte para as casas, mas não é bem assim. Somos contra a veneração das imagens. Conhecemos a história dos Budas, respeitamos e admiramos, mas não queremos adorar a imagem de Buda e, sim, aprender e colocar em prática seus ensinamentos”, frisa Eron.
De acordo com ele, existem grupos de estudo por todo o sul catarinense, principalmente nas cidades de Araranguá, Criciúma e Tubarão. “Podemos avaliar que estamos com bons resultados aqui no sul. Isso porque a nossa divulgação é bem restrita. As pessoas que chegam até nós e conhecem a religião através de algum amigo ou conhecido. Temos uma sede de estudos em Criciúma, onde é possível conhecer mais as tradições”, informa.
Francisca D’altoé