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A falta de informação torna difícil para algumas mulheres alcançarem o orgasmo
Mesmo em 2018, mulheres e garotas ainda desconhecem o próprio corpo e sofrem por não conseguirem viver plenamente a sua sexualidade. Enfermeira obstetra, palestrante e sexóloga em formação, Gabriela Dias relata que as mulheres são condicionadas a evitar o assunto. “Desde que nascemos sofremos com pensamentos e valores que são impostos para as meninas. Os pais estão sempre querendo proteger de maneira excessiva as meninas e muitas vezes evitam todos os temas relacionados ao sexo. Isso é muito perigoso. Coisas que não são ditas, lá vida adulta vão fazer falta”, adverte.
Para Gabriela, a principal alternativa para vencer esse preconceito é a aproximação entre pais e filhos. “Tanto para os meninos quanto para as meninas, o diálogo é necessário. Seja sempre o melhor amigo do seu filho e proporcione a ele abertura para conversar sobre sexo. Se ele não encontrar as respostas em casa, vai acabar procurando nos locais errados, ou com as pessoas erradas”, alerta a enfermeira.
Uma vida sexual ativa e prazerosa faz parte dos aspectos que medem a qualidade de vida das pessoas. Estar realizada sexualmente melhora o desempenho da mulher no trabalho, na vida pessoal e na saúde do organismo. “Para se sentir realizada nesse aspecto, primeiro a mulher precisa se conhecer. Conheço muitas mulheres que nem sabem da existência do clitóris, uma parte fundamental do corpo da mulher, que está fortemente ligada ao prazer feminino”, pontua Gabriela.
A rotina tumultuada de alguns casais acaba tornando automático o ato sexual. “A mulher foi, durante muitos anos, um objeto de prazer do homem, mas hoje não é mais assim. Ela não está ali somente para dar prazer ao parceiro, já que o correto é que os dois sintam isso juntos. Se não for assim, reorganize as coisas, converse sobre sexo com o seu namorado ou marido, e juntos descubram o que funciona melhor para vocês”, sugere.
Francisca D’altoé