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Desde o ano passado a psicóloga Laís Steiner se dedica a reunir e amparar mulheres que tenham sofrido com esse tipo de violência
Em 2017, dados oficias relatados na pesquisa “Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil”, realizada pelo Datafolha, revela que 66% dos brasileiros já presenciaram uma mulher sendo agredida física ou verbalmente. A violência doméstica no Brasil é assunto sério, mulheres são agredidas por seus parceiros todos os dias, e nem sempre essas agressões deixam marcas físicas. A violência psicológica é um problema enfrentado por muitas mulheres em todo o Brasil, e também no sul catarinense.
Pensando em amparar e reunir mulheres que tenham sofrido algum tipo e violência psicológica na cidade de Criciúma e região, a psicóloga Laís Steiner mantém, desde o ano passado, um grupo de apoio. “Comecei a me interessar pelo tema quando uma das minhas amigas me contou os problemas que tinha enfrentado no seu relacionamento”, relata a psicóloga.
Laís reforça que é possível que a vítima tente esconder dos seus amigos e familiares a violência que vem sofrendo do marido ou namorado e, para isso, é preciso estar atento aos sinais. “Geralmente essas mulheres se afastam, se isolam. Elas costumam acreditar que possuem culpa, o parceiro acaba manipulando os seus pensamentos e induzindo a mulher a agir e pensar conforme seu posicionamento”, alerta.
Mesmo nos dias atuais, com o advento da internet e a informação cada vez mais próxima das pessoas, se engana quem idealiza um perfil da mulher violentada. “As mulheres muitas vezes são jovens, instruídas, bem colocadas profissionalmente, já que esse tipo de violência pode atingir qualquer pessoa”, lembra Laís.
Os encontros promovidos pela psicóloga são uma oportunidade para as vítimas dividirem experiências e se sentirem seguras, superarem o trauma e conseguirem realizar a denúncia contra seus agressores. Neste mês o encontro acontece no dia 20, às sete horas e trinta minutos, no Auditório São José, Sala 10, na Praça Nereu Ramos, em Criciúma.
Francisca D’altoé